LETRAS DA 18ª MOENDA
em ordem alfabética

ANTI-DOTÔ
AVISO AOS NAVEGANTES

BEIJO NÃO VEM DA BOCA, O

CABORTEIRA

CANTA VIOLA

CLASSIFICADOS

DANÇANDO COM OS LEÕES

DO MEU VERSO

EM TODAS AS PARTES

NO TEMPO VELHO DAS ESTRADAS LONGAS

PALAVRIÁ

VIDA ESTÁ DURA MAS BATENDO A GENTE FURA, A

 

ANTI-DOTÔ
Letra: Caval, Diná Nascimento, Beto Santos
Música: Caval, Diná Nascimento, Beto Santos
Intérprete: Beto Santos
POA/ SP

Donde "cê" vai menino.
Eu vou atrás
Aqui nessa "banca"
Eu chego de"surprise"!
Com os anseios do destino
Com esse passo de menino
E vou ah! ah! ah!...
Eu não me canso nunca

E vou passar por cima de quem for
Querer calar o cantador
Em noites magistrais de amor
fios que levam no coração,
E juntar aos que pensam
Aos que dizem,
Aos que movem...

Nesse país.
Quem vive da ignorância
Tem um lucro que é certo, pode só arreparar.
A gente bebe tanta água de batata
Pensado que é remédio
Querem só nos enganar

Tentei jurar
Um bocadinho de letrinhas
E fazer uma cantiga, pra poder te alegrar
Prezado amigo, eu já tô de saco cheio
Mas ninguém quer falar nada
Não sou eu quem vai falar...

Me arrumaram
até um caso interativo
E pra poder fazer amor, eu devo me conectar
Se não for com meu amor
Ah! Eu não vou...
Se não for com meu amor
Ah!. Eu não vou...

Violão aço e vocal: Wolf
Guitarra: Douglas
Percussão: Giovanni Berti

 

AVISO AOS NAVEGANTES
Letra: luo Ladislau e Mauro Marques
Música: Paulinho Bracht e Mauro Marques
Intérprete: Kako Xavier
Capão da Canoa . RS

Eu sou o mar. corredor da história.
Nasci pra unir
E não pra separar,
Assim a uida em mim fez sua trajetória
Em minhas águas vivem as memórias:
Pescadores, marisqueiros, imigrantes.
Emigrantes, navegantes, canoeiros.
Marinheiros, exilados e aventureiros.*
Se Deus te fez de carne e osso.
Me fez simplesmente de água e sal.
Não sou santo, é natural...
Namoro a areia, noite clara, lua cheia.
Entre lampejos intercalo meus desejos.
E meus beijos Entre ternas dunas brancas
Do meu litoral...
Olhem pra mim.
Olhem por mim.
Orem por mim!
Em outros dias de agitação,
Nada me segura, nada me detém,
Me atiro nas rochas, nas barras, nos cais,
Mas não demora já sou calmaria,
Já sou poesia, sou dias de paz,
Sou cama mansa dessas caravelas,
O outro lado dos meus temporais,
Duas maneiras de vestir o dia:
Na maré cheia, na maré vazante,
E a lua bem sabe. comanda esse tempo,
Na maré cheia invado os pontais,
Me estendo nas margens, me solto, me espraio,
Até que a lua me mande a vazante,
Então me retraio e afago meus ais...
Parece castigo, pressinto a desgraça,
A morte me espreita, nas garras dos homens,
Se um dia me alcança, vão todos comigo
As ondas inertes, odor de curtumes,
Sem ar, sem cardumes, sem vida, perdidas,
Assim exauridas, enfim nesse aviso,
Carta aberta aos navegantes.

Teclado e vocal: Paulinho Bracht e Felipe Janicek
Bateria: Marcel Freitas
Violão e vocal: Érlon Péricles
Baixo e vocal: Pirisca Greco
Acordeon e vocal: Luciano Maia

 

O BEIJO NÃO VEM DA BOCA
Letra e música: Zé Beto Corrêa
Intérprete: Zé Beto Corrêa
Belo Horizonte MG

O Beijo não vem da boca
Vem lá do fundo da alma
Afogado em cada gota
Da saliva que lhe acalma

O beijo não vem da boca
vem pulsando em cada veia
Até implodir em línguas
Dois fios da mesma teia

Antes do que se pensa
Já estaua impresso nas retinas
Tatuado nos segredos
Nos desejos da menina

Talvez debaixo das pedras
De jogar "cinco marias"
Trancado a chave em gavetas
Entre cartas e calcinhas

O beijo não vem da boca
Vem do arrepio, da pele
Do suor mostrando a nuca
Todo o prazer que revele

Que o beijo não vem da boca
Feito fogo no palheiro
Faz do espírito um clarão
Pra iluminar o corpo inteiro

Teclado: Leonardo Tarasconi
Baixo: Edu Coivara
Acordeon: Paulinho Cardoso

 

CABORTEIRA
Letra: Érlon Párides
Música: Érlon Pendes e Fabiano Maus
Intérprete: Pirisca Greco
Santa Maria RS e Florianópolis SC

Ala Pucha! Que coisa gaúcha
é meu sonho que sai pelo pago.
É a tristeza campeando um achego
e eu "loco de bueno" tocando o caualo.

É o Rio Grande que pede passagem
matando a saudade num fundo de campo
É o sorriso que uem de regalo
fazendo um costado pras coisas que canto.

Tchê. compadre, falando em saudade.
Esta dona anda "loca" pra vim me judiá
Eu tenteio, pois sou caborteiro.
Vou só no floreio e não vou me "aflouxa".

"Se bobeia eu já tapo de bala".
pra mim não dá nada mais um peleia.
se eu me calco nãn tem pra ninguém
e me uou "bem de bem" que não tem coisa feia.

Pego essa saudade
Chamo ela no "reio"
Faço "conhece" rodeio
Só pra pacholear.
Corto pelo meio
E firmo nos arreios
Me agarro companheiro
E deixo corcovear.

Arranjo e violão: Ricardo Martins
Baixo: Érlon Péricles
Bateria: Marcelinho Freitas
Acordeon: Luciano Maia
Percussão: Giovanni Berti

 

CANTA VIOLA
Letra e música: Watherly Alexandre
Intérprete: Teleu e Sanvita
São Paulo SP

Canta viola, canta no meu peito
Quem é que falou que viola não canta
Cante afinado afinando ao seu jeito
E o canário cantou bem baixinho
Eu queria saber o que é que agiganta
O canto da garganta desse passarinho

Quando eu era pequenino
O meu pai logo plantou
A semente do destino
Violeiro trovador
A partir desse momento
Logo fui merecedor
De amar o som da viola
Como amo o meu amor
Uma coisa que me disse
Que eu jamais hei de esquecer
Com brilho forte nos olhos
Fazendo a viola gemer
Tão matando a fauna e flora
Nos tentos dessa peleja
Nos tempos do aqui agora
Querem tirar a viola da cantiga sertaneja

Heraldo do Monte trouxe
A viola pra cidade
E um certo violeiro
Por nome Renato Andrade
Tem pacto com o demônio
Mas sua viola é divina
Nos trastes da consciência
Nos mostra toda ciência
Da viola cristalina
AImir o cherel trindade
Com cantos do pantanal
Mostrou versatilidade
Lá no Free Jazz Festival
E outros tantos violeiros
Por esse mundão a fora
Saúdam Tião Carreiro
Que além de pagodeiro
É o papa da viola
Querem tirar a viola
Da cantiga sertaneja

Viola Caipira: Teleu

CLASSIFICADOS
Letra: Renato Júnior
Música: Cássio Ricardo
Intérprete: Renato Júnior
Osório/RS

O jornal de Domingo
Um anúncio discreto
Chamava atenção
Pois trazia no alto
Escrito entre aspas
“Meio Coração”

Curioso que sou
Não me segurei
E li até o fim
Vejam só que engraçado
O texto pequeno
Dizia assim:

“Sou loirinha ou morena
Nem baixa, nem alta
Tamanho ideal
Cabelos sedosos
Nem longos, nem curtos
Do tipo normal

Nem gorda nem magra
Bonita ou feia
Depende do olhar
Com defeito e virtude
Todo arrumadinho
Num mesmo lugar

Só tem um problema
Que segue comigo
Já faz um tempão (Me diz o que é)
Aqui dentro do peito
Eu trago escondido
Meio Coração (E como dói)

Se você que esta lendo
For uma pessoa com este defeito
Me responda depressa
Que a nossa desgraça
por certo tem jeito

A gente se doa
Se une pra sempre
Amor e paixão
Pra sermos felizes
Metade, metade,
Um só coração

Encerro este texto
Aguardo resposta
Envie um cartão:
À Maria Tristeza
Rua Esperança
Porto Solidão

Cavaquinho e vocal: Cássio Ricardo
Acordeon e vocal: Leandro Freitas
Pandeiro: Da Costa
Violão de sete e vocal: Zé Fernando Lima

 

DANÇANDO COM OS LEÕES
Letra e músisa: Zé Beto Corrêa
Intérprete: Zé Beto Corrêa
Belo Horizonte - MG

Ao poeta cabe caminhar na corda bamba
Ser ao mesmo tempo o domador e a bailarina
(Com o passo certo para dançar entre os leões e a sua própria sina...)
Sim, a sina do poeta e incerta, é inexata
Sua rota não se enquadra numa linha reta.

Ao poeta cabe levitar por sobre as águas
Ser ao mesmo tempo caravela e ventania
(Com o verso certo pra expressar a sua dor e as suas alegrias...)
Sim, a tempestade é o trigo que o alimenta
O poeta nunca se contenta com a calmaria

Ao poeta sempre coube dar a outra face
Sem disfarce sua vida é um livro aberto
Sem conserto o bobo segue e quer brincar com fogo
Vai se lambuzar do mel da vida até cair no choro
Vai se lambuzar do mel da vida até cair no sono
Vai se lambuzar...

Arranjo: Marcos Gogan
Teclado: Leonardo Tarasconi
Violão: Edu Coivara
Acordeon: Paulinho Cardoso

 

DO MEU VERSO
Letra e músisa: Adair de Freitas
Intérprete: Adair de Freitas
Santana do Livramento RS

Quando meu verso transita pelas estradas da folha
Minh'alma não tem escolha, tem que contar seus segredos,
Aquele que vive "al pedo" de si mesmo é prisioneiro
E nunca terá luseiros pra iluminar os meus medos

Meu verso não é de arreio, nem manso de maneador
Não tem rancho ou parador, nem obedece sincero,
Não busca a volta do serro, nem estradas mais parelhas
E sempre murcha as orelhas, pra os "metido a Martin Fierro"

Ouve meu verso parceiro, que tem o cheiro de garras
Que rebelou as amarras, e se adonou do destino
Vive na alma das gaitas, tráz das guitarras a essência
pra ser caminho e querência, dos que nasceram teatinos.

Meu verso não tem bandeiras, é de quem quer escutá-lo
fala de amor e cavalos, grita por mais igualdade
Respeita muito a verdade, que muitos querem vencê-la
E voa rumo as estrelas, nas asas da liberdade.

Se teu destipo é ser livre, vai eampo a fora meu verso
Que o campo, teu universo, vive na minha canção
Não deixa o tempo ir embora, vai que a esperança te espera
Pra repovoar as taperas na magia da emoção

Guitarron e vocal: Volmir Coelho
Violão: Aurélio Leal e Robson Garcia

 

EM TODAS AS PARTES
Letra e música: Érlon Péricles
Intérpretes: Pirisca Greco e Érlon Péricles
Santa Maria RS

Uma milonga de sonho
paira no céu do Brasil,
Levando um jeito gaúcho... Morena,
Alma de campo e de rio

Uma milonga de luz e saudade
Conta as verdades do pampa
Uma milonga do sul... Meu compadre
Guardada em minha garganta.

Milonga pro meu lamento,
Milonga a cada segundo.
É todo o meu sentimento... Morena,
Á gua do poço mais fundo.

Milonga pranto e alegria,
Milonga dos sete mares...
...Farol que serve de guia,
Milonga em todas as partes.

Guarda meu sonho em cada acorde de guitarra,
Guarda um pouquinho da tristeza lá de fora,
Tem a ternura infindável de um abraço,
Tem a saudade habitando sua alma.

Guarda os anseios de quem busca liberdade,
Guarda o silêncio que acompanha as madrugadas,
Uma milonga pra cantar em Nova Iorque,
Outra milonga que me serve de morada

Vai... Milonguita vai,
Vai... Milongueiro amor.
Milonga eu quero sempre mais...
...Ponteando a minha dor
.

Bateria e vocal: Marcelinho Freitas
Violão e vocal: Ricardo Martins
Teclado: Paulinho Bracht
Baixo e vocal: Duca Duarte
Guitarra: Pirisca Greco
Violão: Érlon Péricles

 

NO TEMPO VELHO DAS ESTRADAS LONGAS
Letra: Vaine Darde
Música: Renato Júnior
Intérprete: Renato Júnior
Capão da Canoa RS

No tempo velho das estradas longas,
Do pampa vasto nos confins dispersos,
Vinham carretas a ranger milongas,
Galgando léguas e cantando versos.

A vida antiga transitava mansa,
Solando salmos, desfazendo inércia,
Ainda os homens não somavam pressa,
De menos tempo pra transpor distâncias.

Só resta um rastro pra rastear a história
No mundo novo que não tem memória,
E fecha os olhos para o que se foi...

O mundo agora não tem horizontes,
Porém se vive muito mais distante
Do que no tempo em que se usava os bois...

Violão e vocal: Cássio Ricardo
Acordeon e vocal: Juliano gonçalves
Teclado e vocal: Nilton Júnior

 

PALAVRIÁ
Letra: Daniel Sanchez
Música: Daniel Sanchez
Intérprete: Grupo Tarumã
São Paulo SP

Agora eu chamo o "Cordel do Fogo Encantado" prá fazer um bem bolado no dom de Palavriá.
Quem perde uma, perde duas, perde três, perde o fio da meada e não consegue mais voltar:
E nos meus versos eu castigo o que não presta a canção é o que me resta entre o céu e o mar.
É lua nova, minguante, crescente, cheia, a aranha faz sua teia e põe a mosca, pra deitar...

Agora mesmo eu proponho um desafio, quero ver quem desce o rio num qalope à beira mar,
Só na viola se conseque tal proeza, nado contra a correnteza e é só pra contrariar:
Então eu canto só fato nome de peixe, quero que você me deixe na função de improuisar:
É peixe-boi, mandi. jaú, bagre, pintado, pacú, tilápia, dourado, surubim, curimbatá...

Agora eu canto só falo nome de bicho, quero ver o reboliço que isso pode resultar:
Anta, veado, paca, onça, capivara, coruja, cavalo, arara, jacaré, tamanduá;
Agora eu canto só falo nome de rio, quero vaia e assovio se por acaso eu tropeçar.
É Tietê, São Francisco, Rio Madeira, Negro, Paranapanema, Amazonas, Paraná...

Agora eu canto, só falo nome de fruta, na embolada não discuta, não pode língua travar
Manga, melão, pitanga, figo, carambola, caju, coco, pêra, amora, tangerina, guaraná.
Então eu canto falo nome de menina, essa é a minha sina, mas não quero plagiar:
É Cláudia, Cátia, Daniela, Luciana, Sônia, Lu, Maria Silvana, Ana Cristina, Beá...

Palavriá, palavrïá, palavriá:
Essa embotada funde o coco, rap, funk, brasileiro.
Palavriá, palavrïá, palavriá:
Isso mistura Chico Science com Jackson do Pandeiro.

Palavriá, palavrïá, palavriá:
Essa embolada funde o coco, rap, funk, brasileiro.
Palavriá, palavrïá, palavriá:
Celma do Coco em Nova Iorque, James Brown em Juazeiro.

Voz e violão: Alê Moreno e Marcelo Barum
Voz e percussão: Daniel Sanches e Carlos Moreno
Viola e Guitarra: Sandro

 

A VIDA ESTÁ DURA MAS BATENDO A GENTE CURA
Letra e Música: Luiz Carlos Borges
Intérprete: Luiz carlos Borges e Banda Estado das Coisas
V
iamão RS

Nasci num ano bom
Sou ariano, sou de paz
Cresci fazendo som
E este som é quem me trás
Eu saio quando penso
Eu chego quando quero
Eu nunca fico tenso
Eu não me desespero
A estrada não tem culpa
Se a gente pega pó
Mas sei que é dose-dupla
Viver desatando nó
É pouca claridade
Na linha do horizonte
Mas eu vou com vontade
Em busca dessa fonte

A vida está dura
Mas batendo a gente fura

A mais de trinta anos
Que eu ando por aí
E entre um baile e outro
Muita coisa eu aprendi
Ouvi Nenhum de Nós
Num roque de ruir
E o roque milongueiro
De Engenheiros do Havai
Vi Sérgio Jacaré
Conversar com Silva Rillo
No dia desse encontro
Não se ouvia nem os grilos
Ficou timbrada em nós
Essa roite barranqueira
Entre um Mate por Ti
E as Paixões Arrabaleras

Ja ouve um burburinho
Foi quando Borghetinho
Vendeu mais de cem mil
Aí foi um estouro
Abriu-se a porteira
Ganhou disco de Ouro
O Gaúcho da Fronfeira
Incrível o sucesso
Da dupla da Esbórnia
E o regulamento
Que mudou a Califórnia
Nasceu o Musicanto
Surgiu um novo som
E mesmo assim há tantos
Que não mudam o tom.

O osso segue duro
De roer e de quebrar
Mas o Élton Saldanha
Que louco de atar
Me disse outro aia
De braço com o violão
Que acha que a saída
Esta na tradição!
Não sei se está certo
O Cavaleiro da Paz
Se faço o que ele disse
Ou se faço o que ele faz
A música do sul
Não anda, não decola
E tem muito artista
Preferindo jogar bola

Eu lembro com saudade
Dos Bertussi, Tio Bilia
Do velho Gildo de Freitas
Que cantava "Aporfia"
Do grande José Mendes
Que chegou virando cisco
E o mestre Teixeirinha
Que vendeu milhões de discos
Aqui atualmente
Não se passa dos dez mil
Tem festa da pesada
Quando alguém vende cem mil
A USA e a ACIT
Dizem que vão ir até o fim
Com Osvaldir e Magrão
E com Wilson Paim

Já viu Porca Véia
Suando num gaitaço
Num baile de rodeio
Seguro no compasso
E os "home" do Alegrete
No disco Fagundaço
É lindo de se ver
Quem sabe dar puaço
O João de Almeida Neto
No tango ou na milonga
Se abre aquele peito
É um concerto de arapongas
Aqui temos de tudo
Agora vou falar
É que nem olho d'água
Quanto mais tira mais dá

Aqui tem hip-hop
E tem funk a dar c'um pau
Também tem muito rock
E marchinha "halisblau"
Tchê music crescendo
Co'a Patrulha dê-lhe pau
E muito CTG
Que só cuida de Sarau
O bom nessa mistura
E que engrossa a discussão
Porque quem se segura
Não resbala o pé no chão
Qualguer estilo é bom
Instrumento não fala
Mas a gente tira som

Do rock pra vanera
Da vanera pro batuque
Do reggae pro xote
É ao vivo não tem truque
Tem bandas do caralho
E o povo diz no pé
Nas escolas de samba
Não troco minha terra
Por nada nesse mundo
Eu sou gaúcho tchê
Tô no raso tô no fundo
Quero ver quem me desdiz
Não tá faltando nada
Pra gente ser feliz

Eu vou gravar um disco
Carregado de emoção
Em dupla com o Egisto
De guitarra e de violão
E se a Dama da Noite
Me levar pro Opinião
A festa vai ser grande
Vai ter canja de montão
Convido o Patinete
Pois confio neste louco
Porque conhece tudo
E mando contratar
A Bandaliera e Os Mirins
Que é pra misturar
os de bombacha e os de jeans
Pra o show vou convidar
O Nei Lisboa e o Biriva
Pra ver o que vai dar
Rock pop com nativa
Não vai ter quem te salve
No meio do zum-zum
Quando Bebeto Alves
Cantar o tum tum tum
A terra anda seca
Mas dá para plantar
No sítio dos Serranos
Com todos os defeitos
A gente é irmão

Violão aço e vocal: Tiago Ferraz
Violão: Luiz Carlos Borges
Guitarra e vocal: Rodrigo Tavares
Baixo e vocal: Cláudio Coelho Joner
Bateria: Guilherme Gull
Teclado e vocal: Alexandre Gaiga