LETRAS
DA 25ª MOENDA
em ordem alfabética
ÁGUA BOA DE BEBER
CORES E AROMAS
HINO A NINKASI
A LUZ DA CORAGEM!
MILONGA DAS SETE FACES
O PEDRO E O MANINHO
PODE SE MISTURAR
RENDEIRO BAIÃO DE MIM
ÁGUA
BOA DE BEBER
Letra:
Paulo Delfino
Música: Zé Alexandre
Intérprete: Zé Alexandre
O caminho
era de barro
A água é de beber
Mas corria feito um rio
Pelo tempo do meu corpo
Pelo berço do meu sonho...
E luzia feito ouro
E ardia pedra-fogo
Então vejo minha cara
Meu cabelo e barba
Na visão olhada, a fronte
Pelo tempo do meu corpo
Em um templo feito manto
Enredando o meu rosto
Que agora sorri pro novo
Á gua boa de beber... Água boa de beber...
Água boa de beber... Ôoh
Água...
Flora assim
minha morada
Na manhã poente
Sou poesia, cor e alma
Pelo tempo do meu corpo
Canoando rios, mares
Num rebento de folia
Toda estrada estradaria
E com a cara nesse mundo
No retrato presente...
Sou de novo uma criança
Pelo tempo do meu corpo
Segue o trem versando os trilhos
Nesse mar que nunca finda
E assim ter quereres de ser
Água boa de beber... Água boa de beber...
Água boa de beber... Ôoh
Água...
Teclado: Nilton Júnior
CORES
E AROMAS
Letra: Zé
Renato Daudt e Túlio Urach
Música:Miguel Azambuja
Intérprete: Juliano Barreto
Sobreviver...
De tombo em tombo a gente vai aprender
Reculutar...
Tocar adiante o que há por realizar
Reascender...
Dentro do peito a chama do bem-querer
Saborear...
Cores e aromas com milonga e luar.
Estrela
riscando espora,
Lágrima que a noite chora,
Lua repontando aurora,
Senhora das horas
Menina dos olhos da noite
Espelho do meu amor.
Quando
cantar...
O galo que acorda o sol do rincão
Vou dar no pé...
Pegar o rumo que o instinto quiser
Se te encontrar...
Flor da manhã onde o acaso soprar
Vou te regar...
Cores e aromas de milonga e luar.
Noite onde a
lua se deita,
Com as estrelas se enfeita,
No alvorecer se deleita...
Amante um instante
E apaga na mágoa do adeus
Como eu, espelho da sua dor.
Arranjo:
Coletivo
Violão:
Miguel Azambuja
Contrabaixo:
Lucas Esvael
Flauta:Daniel Petersen
Violão
Celo: Igara Pacolo
Percussão:
Rafel Bisogno
Acordeon: Paulinho Goulart
HINO A NINKASI
Letra e
música: Bárbara Jaques de Góes e Thiago Lasserre Ferreira
Intérprete: Babi Jaques e Os Sicilianos
Hoje vou
amargar após horas depois
Hoje vou amargar
Te ver chorar depois ou ver sorrir.
Faço um dia
fraco parecer encantador
Faço as pessoas atraentes como cor
Bárbaros que clamam na taverna meu sabor
Entram na conversa seja sobre o que ela for
Hoje vou
amargar
É só mais um ou dois
Tem mais para o final
Hoje vou amargar
Não vão lembrar depois
Ou só do que vão lhe dizer
Entro bem
calada na goela pra repor
Tudo que procuram sem saber que procurou
Quando me consome não sabe quem acordou
Olha-me com espanto sabe que exagerou
Aonde vai?
Meu nobre senhor?
Aqui tem mais. Sua conta não fechou.
Pesa atrás. Não levanta se não cai!
Finge que faz cara de quem agüentou.
Hoje vou
amargar
Nem ligo pra depois
Hoje vou amargar
Já se vê mais de dois
Eu sei que
agrado homem, rei e faraó
Pelo meu amargo gosto de me servir só
Só quando provoco meu efeito dominó
Pedem no outro dia para que eu sinta dó
Gosto de
amargar
Vão me culpar depois
Vivo pra amargar agora ou depois
Nem tudo é bom continuar
Armo um
teatro todo espetacular
E finjo que faço companhia quando dá
Quando já encarna o papel vai sem saber
Se afogar no copo que tanto ousou beber
Aonde vai?
Meu nobre senhor?
Aqui tem mais. Sua conta não fechou.
Pesa atrás. Não levanta se não cai!
Finge que faz cara de quem agüentou.
E o que
parece que é bom, mas que não é
É tão mais fácil não crer ou ignorar
Pensar: Comigo nunca vai acontecer
Abre caminho para eu me aproximar
Vai sentir
de mim só o amargo da dor
Arranjos:
Babi Jaques e os Sicilianos
Bateria: Alexandre Barros
Contrabaixo: Thiago Lasserre
Guitarra: Well
A LUZ DA CORAGEM!
Letra:
Guilherme Suman e Thiago Suman
Música: Adriano Sperandir e Cristian Sperandir
Intérprete: Adriana Sperandir
O medo dobra
a esquina,
Surpreendendo com seu fel...
A coragem desatina
E não cumpre o seu papel!
Pois veio
afiando as garras,
(Saliva em presas caninas)
O valente se desgarra,
Quando o medo dobra a esquina!
Mas há quem
o enfrente,
Desaforando o sortilégio!
Mas ter n’alma este valente,
É um raro privilegio!
Há quem
sofra na ante-sala,
Sem nem sentir na espinha,
E morre antes do tempo
Na agonia que o definha!
Num ponteiro
entre segundos,
É que a coragem tem sua vez;
Pois até na desistência,
Há um fio de honradez!
E a coragem
fugitiva
Volta a nós de onde veio,
E se faz bem mais que viva,
Adestrando o nosso anseio!
Mesmo um
passo vacilante,
Que nos deixa sobre o muro...
Na hora certa é luz na alma,
Pra expulsar no escuro!
Arranjos:
Adriano e Cristian Sperandir
Violão e vocal: Adriano Sperandir
Teclado e vocal: Cristian Sperandir
Bateria: Sandro Bonatto
Contrabaixo: Giovane Fraga
Sax soprano: Diego Ferreira
MILONGA
DAS SETE FACES
Música de
Ricardo Martins e Matheus Alves
Interpretes: Ângelo Franco, Ricardo Martins, Felipe Ocana
e Ita Cunha
A milonga é
nossa arte
Que voa no céu da voz...
Há milonga em toda parte,
Ponteando dentro de nós!
O violão dormente acorda
No dedilhar de suas teias
- E o sangue pulsa nas cordas
Pois, corre milonga nas veias -
Milonga das
coxilhas,
Califórnias e Moendas,
Milonga das Vigílias,
De compadre e encomenda.
De Porto Alegre à fronteira,
Buenos Aires a Istambul,
Vai a sina milongueira
De Bagé até Cabul!
AH! Milonga!
Milonga das sete faces,
Cada face, uma razão.
Milonga a sete chaves,
Pra guardar no coração.
Ah ! Milonga!
Milonga dos sete mares,
Pra navegar na canção!
Milonga em sete cantares,
Milonga é Oração!
Milonga de
Fundamento
Que tem o cheiro da pampa,
Milonga que há muito tempo
Em nossa alma, se acampa!
A Milonga é um santo hino
Do Oriente ao Brasil,
De gaúcho ou Argentino,
Yupanqui a Vitor Ramil.
Basta ter dela vivido
Que de Tóquio até Pelotas,
Terá o mesmo sentido
E o mundo embaixo das botas...
Milonga sem passaporte
Que se lança mundo afora,
Milonga que ri da morte,
Quando chega sua hora.
Arranjos:
Ricardo Martins
Violão: Ricardo Martins
Violão Ângelo Franco
Cajon – Ita Cunha
Cajon – Felipe Ocana
Flauta Daniel Zanotell
Violino: Clarissa Ferreira
Acordeon: Lucas Ferreira
Bateria: Marcelinho freitas
Baixo Matheus Alves
O PEDRO E O MANINHO
Letra de
Carlos Omar Villela Gomes de Santa Maria
Música de Piero Ereno de Sta
Maria
Intérpretes: Ângelo Franco e Itá Cunha
Era o Pedro
e o Maninho
Naquela grota sem nome...
Tomando uns tragos de vinho
E capando lobisomem.
Mais um gole, mais um trago
Mais um pito bem fechado...
Diz até que o próprio diabo
Se serviu de bago assado.
Quanto o
touro mais malino
Quis fugir ganhando o mato...
Veio o Pedro e o Maninho
Mais ligeiro que dois gatos.
Foram só duas pechadas
E mais dois litros de vinho,
Que o touro de aspa virada
Já virou num terneirinho.
Era o Pedro
e o Maninho
A milhão, lançante abaixo...
Quem venceu foi de focinho,
Que era rusga de dois machos.
Ao chegarem lá na sanga
Esses dois juram de pé:
Tinha um cão chupando manga
E assobiando um chamamé!
Quando o
bafo dos caveiras
Se achegou por esses lados...
Vinha o Pedro e o Maninho
E os caveiras bem maneados.
Não adianta pataquada
Pra quem sabe dos caminhos...
E porque, bafo por bafo
Ganha o Pedro e o Maninho.
Que venham
mil malabruxas
Numa carga, igual cometa;
Que a terra se rache ao meio
Num tendel de geada preta.
Tendo um garrafão de vinho
E algum pito bem fechado
Sei que o Pedro e o Maninho
Dão conta desse recado!
Arranjo:
Coletivo
Violão: Felipe Barreto
Baixo: Miguel Tejera
Acordeon: Paulinho Cardoso
Bateria: Marcelinho Freitas
Violão e vocal: Jean Kirchoff
PODE SE MISTURAR
Letra e
música e arranjos de Caio Martinez
Intérprete: Caio Martinez
Ando de
carro importado
Com vidro blindado e motorista
Já não economizo
Nem compro a perder de vista
Me limpei na Cerasa
E fiz casa no morro de Mangueira
Lá o pagode não pára
Tem roda até na segunda feira
Até freira
sambando tem lá
Por que não é pecado “sambá”
Tem madame e mendigo, Sinhá
Pode se “misturá”
Não foi
jogando baralho
Deu muito trabalho a carreira de artista
Todo suor derramado
Valoriza essa conquista
Agora bato o
pandeiro
E a MTV quer levar uma beira
Vai vê se eu to na esquina
Pedindo fiado ou batendo carteira
Violão 7 cordas e vocal: Max dos Santos
Cavaquinho e vocal – cabelinho
Flauta: Lucian Krolow
Baixo: Rodrigo Maia
Bateria: Rafa Marques
Pandeiro e vocal: Fernando Sessé
Surdo e vocal: Leonardo Careca
Repique e vocal: Cupim
RENDEIRO BAIÃO DE MIM
Letra de
Felipe Azevedo (Porto Alegre – RS)
Música de Daniel Wolff (Porto Alegre – RS)
Intérprete: Ângela Jobim
Deixa o amor
me levar
Rendeiro baião de mim
Guia de luz, dedilhar
Cego faiscando um sim
Na boca do escarcéu
Mirabolante, colorida
Vida bruta, ardida
Quente noite a me roçar
Arrepiante por um triz
Deixa o amor
me guardar
Escorregando feliz
Vendo o sertão inundar
O rio no mar explodir
E a onda bruta faceira
Pouco a pouco a esculpir
O corpo, a carne fagueira
Doce, brejeira
Ai se me dá
Assim, assim...
Deixa o amor
me beijar
Escorregando feliz
Vendo o sertão desbravar
O rio no mar explodir
E a onda bruta faceira
Pouco a pouco a esculpir
O corpo, a carne fagueira
Doce, brejeira
Ai se me dá
Assim, assim...
A noite
bruta
Na cambraia
A cauda do boi-bumbá
Meu coração
Bicho-do-mato
Deixa o amor me levar
Flauta: Ayres
Potthoff
Violão e vocal: Daniel Wolff
Teclados e vocal: New
Baixo: Clovis Boca Freire
Acordeon: Paulinho Cardoso
Percussão: Fernando do Ó